12 Anos se passaram desde a última vez que postei alguma coisa aqui, e facto é que há umas 3 semanas a rever umas coisas na minha conta Google dei-me com o blog e passado umas semanas o Ivan numa conversa trouxe a baila o blog e eu disse-lhe que ia aqui postar quando fosse fim de semana e que a inspiração voltasse.
E cá estou eu, 12 anos depois 😱 tenho 3 palavras em mente: IN - CRI - VEL …
O que é suposto dizer após tantos anos ? Contar a minha vida ? Mas qual parte ? Tanta mas tanta coisa mudou e ao mesmo tempo algo continua igual, a minha vida em si mudou e depois voltou a mudar e depois houve outras mudanças e agora mais mudanças houve e mais haverá e a vida é isto mesmo, eu mudei ? Hmmmm sim diria que sim, chamo a essa mudança evolução mas ao mesmo tempo é também a única coisa que de certa forma não mudou e não vai mudar, se por um lado mudei, evoluí e assim espero e ambiciono continuar por outro lado a única coisa que jamais irá mudar sou eu, continuo igual mas diferente, isto parece confuso e talvez até que I seja mas ao mesmo tempo não é. Hoje estamos em 2023 até o mundo mudou, as mentalidades estão completamente diferentes as novas gerações já não somos nós (quando vejo as novas até me benzo e não sou crente), nós somos agora a geração que é suposto criar a nova geração e deixar-lhe o legado.
Bom e deixem-me dizer que eu pessoalmente acho que está nossa geração fez asneira (a culpa já vem da anterior, mas a nossa acelerou o processo) e agora estamos perante um futuro de virgens ofendidas (não interpretar esta afirmação como machista e ou patriarcal nem dirigida a um gênero em específico), mas é o que temos e eu sendo uma gotinha de água no oceano limito-me a viver a minha vidinha e a tentar ao máximo que as gotinhas a minha volta não entrem nesta espiral de erros e tento impactar na positiva as outras gotinhas mas claro tudo ao meu pequeno nível e sem deixar de viver a minha vida.
Bem, isto foi só a parte resumida de como eu vejo o mundo hoje em dia, e esta conversa interessa minimamente a alguém ? Provavelmente não, mas não faz mal pois eu sou um homem livre que pode escrever o que lhe vai no espírito 🙂.
Não sei se vos pergunte como vai a vida ? Não que não queira perguntar, mas passados tantos anos sem falar com a grande maioria (não por zangas ou desentendimentos e ainda bem, mas por afastamento pois cada um seguiu as suas vidas) mas não sendo eu hipócrita não tenho o direito e tão pouco é o meu objectivo de agora estar aqui saber as novidades todas das vossas vidas, mas se mesmo assim eu perguntar apetece-me apenas perguntar as vossas almas se estão bem ? Se estão realmente mesmo bem ? Se são felizes ? Sem dúvida que o mais importante é estarem realmente bem e felizes, não o que se vê, não o que os outros precisam ver/saber mas o que vocês realmente sentem no fundo mais profundo de vocês mesmos(as) 🙂.
Li a pouco tempo num livro, (sim eu agora desde há 1 anos para cá que leio livros coisa que antes era completamente impensável, será da idade (34), será requinte, será outra coisa ? Sei lá, mas isso também não interessa) que num estudo feito onde perguntaram às pessoas com que idade tem as melhores memórias das suas vidas, e a medida das respostas tratam-se sempre sempre de memórias de feitos passados entre os 15 e os 30 anos e sabem porque ? Porque é o intervalo de tempo nas nossas vidas de humanos na sociedade actual onde se vivem as memórias mais marcantes nomeadamente as primeiras vezes, (exemplo: primeiras relações amorosas serias, primeiras relações sexuais, primeiras vezes que se sai da casa dos pais/família, casamento, filhos(as) etc etc) e que em media após os 30 perde-se essa magia das primeiras experiências em algo, e como tal não nos marca, para se transformar numa memória digna de considerarmos um dia como umas das melhores recordações das nossas vidas. Pois deixem-me dizer-vos que inconscientemente tenho precisamente mesmo depois dos 30, tido e feito questão de ter novas experiências, por vezes são coisas tão mínimas como provar algum alimento/prato ou especialidade, por vezes são coisas de superação pessoal e podem haver certamente tantas coisas que se pode fazer, e acho sinceramente que estarmos cientes disto e combatermos esta "rotina" ou "destino" ou como quiserem chamar é essencial para termos a mesma vontade, termos o mesmo sorriso, termos a mesma liberdade, paz de espírito e um pouco de loucura que caracterizam o intervalo dos 15 aos 30 anos e que nos fazem sentir vivos 🙂
Podia escrever mais, mas acho que por agora não está mal para um desenterro do Blog, o blog do CPINF 😉
Over & out
Alex ✌🏻👊🏻

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